LITURGIA

 

 TRABALHO REALIZADO SOB ORDENS DO

       MESTRE TRÊS VÊZES PODEROSO

         REALIZADO PELA ESCRAVA

carolina (T:V:P:)

GRAU III

outubro de 2003

 

 


ÍNDICE

INTRODUÇÃO.. 1

DEFINIÇÃO.. 2

LEI PRINCIPAL. 3

CONTRATO.. 5

POSTURA.. 6

VESTUÁRIO.. 8

COLEIRA.. 10

CENÁRIO.. 11

INSTRUMENTOS NECESSÁRIOS. 12

ALIMENTAÇÃO.. 13

SEXO.. 15

TIPOS DE SUBMISSÃO.. 17

REGRAS SIMPLES PARA UM DOMINADOR.. 21

REGRAS SIMPLES PARA UMA SUBMISSA.. 23

POSIÇÕES PARA AS ESCRAVAS. 27

Bara. 28

Belly. 29

Bracelets. 30

Crawl 31

Gorean Bow.. 32

Hair 33

Heel 33

Karta. 34

Ko-lar 35

Leading Position. 36

Leasha. 37

Leasha, High. 38

Nadu. 39

Obedience. 40

Run. 40

She-Sleen. 41

Slaver’s Kiss. 41

Submission. 43

Sula. 43

Table. 44

Whipping Position. 45

INSPEÇÃO... 46

AUCTION... 47

EXAMINAR.. 48

FLIP SIDE.. 49

APRESENTAÇÃO... 49

POSIÇÕES BÁSICAS DE SERVIÇO.. 50

COLEIRA... 50

CONVENCIONAL.. 51

INSTRUIR.. 51

ESPERA... 52

SENTADA... 52

COMEÇO, SUBMISSÃO OU REVERÊNCIA.. 53

KOWTOW.... 53

REVERÊNCIA... 53

POSIÇÕES DE BOUND.. 54

POSICIONAMENTO PARA AS ALGEMAS... 54

PRONE.. 55

POSIÇÃO DEANIMAIS. 56

GUIA DA COLEIRA... 56

HEEL.. 57

POSIÇÕES PARA O CASTIGO.. 57

OTK.. 57

CORPORAL.. 58

NARIZ... 58

BARRIGA PARA BAIXO... 59

POSIÇÕES SEXUAIS. 60

LÍNGUA... 60

VAGABUNDA... 61

QUADRÚPEDE.. 61

CAMINHANDO.. 62

CAMINHAR DA ESCRAVA... 62

CAMINHAR DA CADELA... 62

CERIMÔNIA DE ENCOLEIRAMENTO.. 63

A PROCISSÃO.. 64

 CERIMÔNIA DAS ROSAS. 70

Bibliografia: 76

 

 

 

 


 

INTRODUÇÃO

Falar sobre Liturgia em BDSM é como falar do próprio BDSM.

É enumerar todo um Jogo onde as regras são ditadas e seguidas pelos parceiros que a definem com clareza antes do início da partida.

Um relacionamento cheio de sensualidade onde Dominação e submissão são os protagonistas da História.

O problema é encontrar referências específicas sobre o tema e após inúmeras pesquisas, muita conversa com pessoas experientes cheguei a algumas conclusões que serão o ingrediente deste trabalho.


DEFINIÇÃO

“A Liturgia é o ritual da palavra dirigida a um (seu) superior. São palavras de respeito, palavras que deixam clara a posição submissa”.

Esta foi a única definição que encontrei, mas, confesso,achei um tanto quanto incompleta.

A Liturgia engloba o comportamento do Mestre e da escrava, o tratamento entre ambos, o vestuário, o cenário...

Enfim, todo o encantamento que envolve as pessoas que se dedicam a este estilo de vida e que nos torna tão diferentes e especiais.


LEI PRINCIPAL

Tudo o que acontece dentro de um relacionamento BDSM só é possível se seguir a lei do

SÃO, SEGURO E CONSENSUAL.

O Mestre deve estar seguro de que tudo o que irá fazer não ocorrerá em nenhum dano físico ou psicológico a sua submissa. Tem que ter conhecimento suficiente e capacidade para adestrar e educá-la com embasamento técnico e teórico.

A submissa deve ter confiança plena em seu Mestre, entregando por completo todos os seus desejos, sonhos e aspirações e deve ter consciência de que seu corpo não mais lhe pertence.

A consensualidade é essencial.

Não existe prazer egoísta no BDSM.

Ambos tem que ter prazer na relação.

É um jogo onde não há perdedores.

Não há jogo sem regras, sendo assim listo algumas regras gerais:

a.     Respeitar as limitações do parceiro, mesmo sabendo que o objetivo é vencer limites;

b.    Estar atento a todas as reações do parceiro, tendo a consciência de que o "conjunto" olhar, respiração, comportamento e ações fala aos praticantes melhor que palavras ou gemidos;

c.     Saber a hora de parar e parar sem titubear;

d. Atender a SENHA DE SEGURANÇA de pronto;


CONTRATO

Um ingrediente interessante no BDSM é a redação de um Contrato.

Neste contrato o Mestre garante o cumprimento das três regras básicas e aceita a submissão da escrava.

A submissa, por sua vêz, entrega todos os seus direitos ao Mestre para que seja, a partir daquele instante, conduzida por Ele.

Este contrato poderá ser rompido a qualquer instante por qualquer uma das partes.

Ao Mestre é facultado o direito de rompê-lo mesmo sem uma explicação sequer, mas a submissa deverá realizar o rompimento por escrito, com humildade e respeito.

POSTURA

A maneira como irão se comportar socialmente é determinada através de uma conversa entre os dois.

Não existe uma regra aqui, mas agrada muito ver um Mestre educado, polido e discreto, com atitudes que demonstrem a Sua superioridade sem arrogância ou arroubos de demonstrações inúteis de Dominação.

Quem é Mestre é!

Será reconhecido assim que entrar em um ambiente.

Existe um halo natural de superioridade que o envolve e que inspira respeito.

A submissa, por sua vêz, agrada com um comportamento discreto e servil, mas não anulativo. Ninguém suportaria ter um fantoche ao seu lado.

 Pode participar de conversas naturalmente observando apenas comportamentos exagerados que possam chamar a atenção sobre si mesma.

Poderá opinar quando convocada, mas se perceber que sua opinião desagrada ao Seu Senhor não deverá ficar insistindo no mesmo ponto.

As regras básicas de etiqueta são bem-vindas no mundo BDSM.

Em uma Sessão o comportamento também será determinado consensualmente.

O tratamento de “Senhor” deverá ser observado sempre pela submissa.

O ato de ajoelhar diante do Mestre e beijar-lhe os pés, antes de ser um ato humilhante, é uma honra para qualquer submissa.

Em tudo e em todos os locais deve sempre ser cultivado um ar de mistério e sensualidade.


VESTUÁRIO

Não há uma regra aqui a ser seguida.

Geralmente as submissas se apresentam nuas ao Seu Senhor como sinal de despojamento total.

Há os fetichistas que adotam trajes especiais tanto para os Mestres como para as submissas.

O que importa é que haja muita beleza em qualquer adereço utilizado.

A colocação de uma coleira de treinamento na submissa, antes da Sessão, faz parte da Liturgia e deverá ser respeitada.

COLEIRA

Algo fascinante na cultura BDSM são os seus muitos acessórios e, um deles, é a coleira.
Sua popularidade aumentou tanto que surgiram novos usos para este belíssimo adorno, vejamos, pois:

Coleira Virtual:
Usada na Web com o fim de identificar uma peça com Dono.
Ex. EscravaX{LF}, seria a escrava X que pertence ao Lord Fulano.
ou seja, quem está ''encoleirada'' é sua submissa e não ele.

Coleira Social:
Esta não tem mistério, e é a mais antiga que temos relatos.
Um BDSM a vê como coleira, mas, uma pessoa comum a chamaria de gargantilha.
Usada em qualquer ocasião.

Coleira de Cena:
Outra que dispensa comentários.
Existente em formas, tamanhos, texturas, larguras e cores variadas, esta coleira é usada em jogos, cenas/sessões.
Algumas submissas a usam em encontros BDSM

CENÁRIO

Para a realização de uma Sessão é interessante que se monte uma Cena onde a atmosfera propicie o clima ideal.

Velas são muito bem-vindas bem como a utilização de incensos.

Uma boa música também é fundamental.


INSTRUMENTOS NECESSÁRIOS

Os instrumentos que citarei são essenciais dentro de uma Cena BDSM:

Velas: preferencialmente brancas para utilização com a submissa. Coloridas podem ferir e devem ser usadas mais na decoração do ambiente.

Cordas ou correntes: para a realização de bondage ou shibari

Faca: usada como tortura, mas principalmente como auxílio imediato em caso de isquemia provocada pelo bondage.

Açoites: chicotes, chibatas, relhos, padles, flogs, de boa qualidade e resistência.

Presilhas: de metal ou pregadores

Luvas: para os adeptos de fisting

Creme ou gel lubrificante para realização do fisting ou sexo anal

Pomadas que aliviem hematomas.

Gelo usado para tortura e como alívio.

Vendas e gagboll também são interessantes...

Instrumentos de excitação adquiridos em sex shopping (como vibradores, plugs, etc) também podem ser incluídos.


ALIMENTAÇÃO

No dia da Sessão a submissa deverá se alimentar apenas com alimentos leves para que não ocorra nenhuma surpresa desagradável durante a sessão.

Isto é indicado principalmente em casos onde os enemas possam ser aplicados.

Bebida alcoólica não deverá ser ingerida por nenhum dos participantes, antes ou durante as cenas.

Estar conscientes é fundamental.

SEXO

Este é um assunto bem controverso.

Existem escravas que são apenas utilizadas para uso sexual do Mestre. Neste caso a prática do sexo de todas as formas é permitida.

A maior parte das escravas, porém, entrega não apenas o seu corpo, mas também a sua alma tornando-se submissas a uma Dominação psicológica total.

Neste caso o adestramento se faz por meio de correções e não através do sexo.

No SM puro não há relacionamento sexual convencional.

Explora-se muito o sexo oral e o sexo anal.

O sexo vaginal é relegado a um segundo plano ou nem existe.

Em muitos casos onde se objetiva o adestramento total da submissa não é permitido sequer o toque do corpo do Mestre e o gozo da submissa, se for permitido, deverá ser feito através de estimulação provocada por ela mesma.

Escravas em treinamento devem estar conscientes que, embora o BDSM possibilite muito prazer, não é através do sexo que ele advém e sim através de todo um jogo de Dominação/submissão erótica reinante.

Sexo convencional é para os baunilhas.

Mestres usam outras técnicas.

De qualquer maneira tudo deverá ser bem esclarecido e estabelecido antes de cada Sessão.


TIPOS DE SUBMISSÃO

1-Submissão erótica

Busca o BDSM sem o envolvimento emocional, deseja alguém forte que lhe mostre os caminhos da dor e/ou submissão, ao final da sessão, cada um segue seu caminho e prossegue em sua busca. Pode haver ou não, grande troca de parceiros, um submisso erótico pode ter somente um parceiro fixo e, quando há vontade do jogo, sempre tentarão estar disponíveis um para o outro.

Ele tem prazer em ser assim e pronto.

Esse submisso tem prazer em jogar... Ser levado a transpor seus limites.

Ele aprecia desafios, em diversas situações, pensa em vencer seu Dono e Senhor em um embate imaginário, mas, quando chega à sua frente fraqueja e... goza, mas goza muito e faz tudo que ELE mandar. No dia em que descobrir uma fraqueza, umazinha, por mais insignificante que seja abandona aquele Senhor e procura um mais forte.

2- Submissão por necessidade D'alma:

Um submisso D'alma gosta de tudo isso, mas busca um envolvimento emocional com seu Senhor.

Ele serve porque esta em sua alma servir. Traz mesmo isso de outras vidas (ACREDITA-SE).

Ele adora/idolatra seu Senhor por reconhecer nele caráter maduro e a força da vida emanando de seu ser.

Esse submisso segue à risca todas as regras do BDSM.

Ele não quer somente jogos eróticos, ele quer envolvimento, quer ser disciplinado por seu Senhor e... um relacionamento marital com ele. Quer beijar na boca... Quer levantar bem cedo e cuidar do dia daquele que confiou esta missão a ele.

Geralmente, são pessoas rígidas na vida e que trazem todo um grupo de regras de "bem viver" para seu relacionamento.

Este submisso deve ser tratado com carinho e muito respeito, são sensíveis, sonhadores e, ao mesmo tempo, pés no chão. Aceitam os jogos BDSM pela necessidade de servir e não pelo jogo em si. Querem que seus Senhores os ensinem a servir e viver.

Mostra disso é que um dos jogos que eles mais apreciam são os jogos voltados para a vida pessoal do seu Senhor.

Um submisso D'alma vê no servir uma opção de vida e seu prazer está no espírito e não (somente) no corpo

3-Submissão 24/7

É comum encontrarmos, no BDSM, submissos que desejam servir a seus Senhores de forma completa e ininterrupta. A esses chamamos de submisso 24/7, por servirem 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Torna-se complexo, complexo por termos muito mais perguntas que respostas, divagar sobre esse tema, haja visto que cada casal estabelece maneiras, regras e normas completamente diferentes das comumente adotadas pela grande maioria dos adeptos da filosofia BDSM que vivem relações diversas desta 24/7.

Como a convivência é constante e, as possibilidades de exploração dos jogos são imensas, torna-se necessário desenvolver uma maneira para "viajar" entre o maior número possível de jogos sem perder a vontade de se conhecer.

A individualidade não pode ser perdida, mas... seus participantes precisam ter uma grande consciência de que são a unidade em um conjunto.

REGRAS SIMPLES PARA UM DOMINADOR

1-   A segurança do submisso terá sempre prioridade máxima do seu senhor, seja física ou emocional.

2- Sempre respeite e honre a palavra segura vinda do submisso e nunca coloque com medo de usá-la.

3- Da mesma maneira que submissão é um presente a ser visto e vivido como um tesouro, Dominação é um talento a ser lapidado e assim deve ser educado e experimentado antes de assumir a responsabilidade de outra vida.

4- Não seja tão arrogante a ponto de não conseguir escutar e entender os pontos de vista e as necessidades do seu submisso. Você pode aprender muito com ele. Afinal de contas comunicação é a base de uma relação BDSM e não pode ser obtida sem total apoio de ambos.

5- Nunca castigue um submisso retendo seu afeto, isso é chantagem emocional.

6- Proveja direção e apoio quando precisar e permaneça sintonizado na reação do submisso.Em retorno você ganhará um submisso ansioso para lhe agradar e servir, pois se sentirá valorizado por você.

 

7- Proveja seu submisso com diretrizes negociadas. Faça-o estar dentro dessas diretrizes e se sair, castigue-o.

8- Entenda que, da mesma maneira que você deve ganhar a confiança do submisso, este deve ganhar a sua. Isto não mina o seu controle, mas o fortalece.

9- Desfrute e use o que lhe é ofertado com generosidade, aspereza, dor e prazer e tenha a sabedoria para saber quando usar cada um.

10-                    Nunca deixe que o orgulho o cegue em sua “viagem”de poder e seja forte para assumir um erro ou engano. Complete, sendo franco, ao revelar-se arrependido, pedindo desculpas. Da mesma forma que um submisso não é perfeito 24 horas por dia um Senhor também pode não ser.


REGRAS SIMPLES PARA UMA SUBMISSA

1-               Seja paciente! Um Dom em potencial lhe permitirá saber se ele está interessado em você ou não. Se lembre de que seu propósito, como um submisso, é servir e satisfazer alguém que levará em conta a realização de suas fantasias. O "timing" deve ser o mesmo para ambos.

2-             Seja humilde. Você pode ser Deus ou um presente dos deuses para o mundo, mas ninguém precisa ou quer ouvir isto. Você terá ampla oportunidade para mostrar quão bom você é. Não importa o que você diga, a "sua realidade" se mostrará em uma cena, não a monte para o fracasso, desenvolvendo expectativas que provavelmente seu Dom não alcançará.

3-             Esteja aberto, você pode aprender algo sobre BDSM e sobre você em uma cena, não importando se há experiência ou quão dominantes ou submissos são os participantes. BDSM é uma arte muito pessoal, e uma atitude do tipo: " eu já sei tudo " pode lhe fazer perder valiosas lições e experiências.

4-             Comunique! Verbalização é necessária, mas, no momento e do modo apropriado. Seu Dom precisa ter informações básicas a seu respeito, como experiências, fantasias, saúde, e suas frustrações. Porém, a menos que seja uma emergência, espere até que seu Dom pergunte. Não espere que ele seja um "notável" que instintivamente conhece suas necessidades e limites. Sua cooperação aumentará o prazer na cena e para ambos.

5-             Seja honrado. Não tenha nenhum medo de compartilhar suas necessidades e fantasias. Seu dominante espera isto. Honestidade sobre seus desejos, saúde e frustrações é essencial a uma boa cena. Mentir ou ser pouco franco só poderá conduzir a problemas, já que o Dom montará a cena em informações inexatas. Além de causar problemas, pode ser perigoso. Sei que às vezes é difícil falar de coisas tão íntimas, mas faça um esforço ou se declare inapto para responder aquela questão. Para um Dom experiente isso já é um grande sinal de bloqueio e NESTA área ele não tocará, a fim de jogo, mas sim, com o fim de palestrar.

6-             Esteja disponível. Uma cena é uma "faca de dois gumes", não tente usá-la para a realização física de suas fantasias anteriores. Se você quer limitar sua experiência para certa excitação física e psicológica, então negocie de antemão. Mas, nunca espere que seu Dom seja um boneco em um jogo de fantasia que você desenhou em sua mente. É melhor deixar que seu Dom surpreenda você. Permita a ele estender seus limites, para levá-lo a lugares que você nunca havia estado antes. Quando você confia em seu Dom e o deixa saber disso, ele guiará você em novas fantasias.

7-             Seja realista. Seu dominante é humano, e até mesmo o Dom mais experiente tem momentos de desajustamento e indecisão. Não chame sua atenção ao que você percebe ser um lapso. Saiba a diferença entre realidade e o mundo de fantasia que você vê em livros e revistas. Alguns Dons são ricos o bastante para dispor de um grande calabouço com um plano pródigo de equipamento. O equipamento de seu Top é caro. Respeite e não abuse

8-             Seja realmente submisso! Este é um ponto chave. Deixe seu Dono assumí-lo por completo. Não treine uma segunda suposição, ou seja, crítico dele. Troque informações sobre suas necessidades especiais antes do começo da cena, porém uma vez iniciada permaneça quieto! Se você teima em conduzir a cena para suas próprias especificações, então você deveria tentar ser um Dominador. Você concordou com as limitações do seu próprio poder como submisso. Fique dentro dessas limitações. Respeite, obedeça e espere castigo caso isso não aconteça. Aceite graciosa e alegremente. O Dom tem muitas coisas a serem concernidas e isso inclui sua Segurança. Seja leal e seguro. Desfrute seu papel.

9-             Seja/esteja saudável (física e mentalmente)! BDSM, como qualquer atividade extenuante, requer que seus participantes - ativo e passivo - estejam em plena saúde física e emocional. A quantia que você dorme, seus hábitos alimentares, seu álcool/droga, e tensão cotidiana afetam sua resposta e resistência durante um jogo. Não importa quão tentadora se mostre uma cena, uma atitude do tipo: " eu quero tudo agora " pode não ser uma boa coisa. Você servirá melhor estando saudável.

10-         Divirta-se! Afinal de contas, sexo está em toda parte. Você ganhou e será levado ao prazer sem igual, intenso que vem de um jogo BDSM responsável e criativo.


POSIÇÕES PARA AS ESCRAVAS

Bara

Deita sobre seu abdome, com a testa no chão. Cruza os tornozelos e os pulsos sobre as costas. Espera sem se mover para ser amarrada.


Belly

Deita sobre seu abdome, com o frio do chão no seu corpo. Afasta as pernas alem da linha do ombro e coloca os braços aos lados , palmas para cima, testa no chão.


Bracelets

Ela ajoelha-se, coxas abertas, coluna empinada. Estendem seus braços para frente, pulsos quase juntos preparados para receber as algemas. Cabeça para cima, mas olhar para baixo submissivamente. (nota: o Mestre pode pedir que os punhos estejam às costas.)

Crawl

Ela cai de quatro, com os cotovelos ao chão. Abaixa a cabeça um pouco acima do chão, deixando assim as coxas mais altas. Engatinha então para seu Mestre parando perto de seus pés.

Gorean Bow

Ela ajoelha-se, coxa aberta. Ela então se recosta para trás ate a cabeça encostar-se ao chão e coloca as mãos ao lado. Sobe o Maximo o abdome arqueando as costas. Isto expõe o calor da escrava mostrando seus seios deliciosamente para seu Senhor.

 


Hair

Ela fica na posição descrita na foto e oferece seu cabelo ao Mestre.

 

Heel

Quando for chamada para ”Heel” deve se ajoelhar atrás do pe esquerdo de seu Mestre e se este se mover ficar sempre atrás dele.

 


Karta

“Karta” é a posição de obediência. Ajoelha-se ao chão, joelhos bem afastados para poder colocar seu peito no chão, seios e testa no chão, e estendem seus braços completamente à frente, palmas no chão. Mostra respeito. (uma variação é a “suga”, na qual ela cruza aos punhos.)

Ko-lar

O ko-lar, ou posição de encoleiramento, pode ser também chamada de “posição de submissão feminina”. Ela ajoelha-se aos pés de seu Mestre, sentada sobre os tornozelos. Estende os braços para cima, cruzando os punhos. Abaixa a cabeça em submissão.

Leading Position

Ela rapidamente se aproxima ao lado de seu Mestre, dobrando na cintura, juntando o cabelo para oferecer a Ele. Espera que ele a direcione pelos cabelos.


Leasha

Ela ajoelha-se de costas para seu mestre, coxas abertas, costas arqueadas, cruza os punhos as costas para colocar as algemas se requisitado. Vira a cabeça para a esquerda, olhos baixos, lábios abertos e espera a guia.

   


Leasha, High

A mesma coisa em pé.

Nadu

Ajoelhada com as coxas abertas para o prazer dele, coluna elegantemente arqueada com as palmas para cima nas coxas.


Obedience

Deita sobre o abdômen com o queixo nos pés de seu dono.

Run

Ela corre para seu objetivo, com pequenos e rápidos passos, pernas quase esticadas, seus pés quase não saem do chão. Suas costas eretas, cabeça para a esquerda, Ao atingir seu objetivo cai de joelhos na posição NADU. 

She-Sleen

De quatro, joelhos e cotovelos no chão, mãos cruzadas na cabeça, erguendo os quadris. Esta pronta para ser açoitada ou possuída como um animal por seu dono.

Slaver’s Kiss

De quatro, testa no chão, quadris alto. Abre as nádegas se expondo ao seu Mestre.

Submission

A escrava ajoelha, dobrando na cintura, encostando as bochechas no chão. Ela pega o pe direito de seu dono e o coloca em sua nuca. Deve assumir esta posição quando desobedeceu e em submissão oferece sua vida ao seu dono. 

Sula

Deitada no chão, pernas abertas, punhos cruzados acima da cabeça, olhar baixo, espera para o prazer de seu dono. 


Table

A escrava pode ter varias utilidades para seu dono, uma delas é servir de mesa. De quatro e o mais estável possível, para não derramar nada.


Whipping Position

Rapidamente cai de joelhos e levanta os quadris, cruzando as mãos abaixo do abdômen. Espera pelo castigo, prestar atenção se retirou os cabelos, deixando as costas livres.

Algumas posições podem ser impróprias para o seu tipo de dominação, ou você pode querer usar variações e ainda acrescentar o que é mostrado aqui.

INSPEÇÃO

A escrava, normalmente nua, fica em posição de atenção, pernas afastadas além dos ombros, mãos entrelaçadas na nuca, direita acima da esquerda, coluna um pouco arqueada. O que acentua os seios e os genitais. A escrava pode ficar na ponta dos pés.  Nesta posição elas ficam totalmente acessíveis. Ela pode ser observada de uma maneira sem obstrução, ou qualquer parte pode ser observada ou tocada.

- comando de voz = inspeção

- comando de gesto = bater palmas


AUCTION

É similar a inspeção. A escrava deve esta nua, pernas afastadas além dos ombros, braços esticados a um ângulo, mãos afastadas do corpo com palmos para cima. Olhar para baixo. Queixo para cima. Esta posição mostra os atributos da escrava.

-         comando de voz = nenhum

-         comando de gesto = nenhum


EXAMINAR

 A escrava deita de costas, mãos ao lado, palmos para cima. As pernas abertas. Isto serve para exame médico ou tortura genital. Posição útil. Necessária quando ordenada.

- comando de voz = examinar

- comando de gesto = mãos paralelas ao chão se movendo da esquerda para direita


FLIP SIDE

De bruços, cabeça virada para direita, mãos ao lado com palmos para cima. As pernas abertas. Útil para humilhação e tortura anal. Necessária quando ordenada.

- comando de voz = virada

- comando de gesto = pulso virando da esquerda para a direita

APRESENTAÇÃO

A escrava se dobra para frente, abre com as mãos as bandas do bumbum expondo o anus  ao Dono. Útil para humilhação e brincadeira anal.

- comando de voz = apresentação

- comando de gesto = movimento giratório com o punho

POSIÇÕES BÁSICAS DE SERVIÇO

COLEIRA

A escrava se ajoelha aos pés de seu Dono, com os joelhos abertos ao nível dos ombros, coluna ereta, com os braços para trás, um pulso agarrando o outro, olhos e cabeça baixos. Necessário no inicio de uma sessão. Uma alternativa e faze-la segurar o cabelo com o braço direito para cima, para facilitar.

- comando de voz = coleira

- comando de gesto = mão direita no pescoço


CONVENCIONAL

Posição básica de uma escrava.A escrava esta ajoelhada, pernas afastadas, pés juntos, coluna ereta, sentada sobre os tornozelos, mãos nos joelhos com palmos para cima. A escrava deixa o queixo para cima, mas os olhos sempre para baixo. Esta é uma posição de castigo e pode ser muito desconfortável após um período de tempo. É uma ótima posição para adverti-la de seus erros.

- comando de voz = convencional

- comando de gesto = estalo de dedos

INSTRUIR

 Nesta posição a escrava esta ajoelhada, sentada à frente de seu Dono, pernas afastadas, mãos nas costas. As pernas da escrava estão dobradas, e ela sentada em seus tornozelos. Coluna ereta. Uma excelente posição para o senhor se sentar em uma cadeira a sua frente e dar instruções verbais ou correções.

- comando de voz = instrução

- comando de gesto = mão direita na orelha direita duas vezes

ESPERA

 Em pe, mãos as costas, punho esquerdo agarrado pelo direito, ou de joelhos, os olhos baixos porem o queixo alto, a menos que ela esteja esperando por gestos, então seus olhos devem estar em seu Mestre, mas com respeito em atenção. Posição necessária quando a escrava não esta fazendo nada e esperando por ordens.

- comando de voz = espera

-  comando de gesto = cotovelo e pulso dobrado

SENTADA

A escrava senta com uma perna dobrada a frente e outra atrás. Demonstra a flexibilidade e graça de uma escrava.

- comando de voz = escrava senta

- comando de gesto = nenhum

COMEÇO, SUBMISSÃO OU REVERÊNCIA

KOWTOW

 De joelhos, os pés com ponta e juntos, braços esticados a frente no chão, pernas alinhadas, mãos com palmos para baixo e graciosamente cruzadas. A testa descansa nos braços, bumbum nos calcanhares.

- comando de voz = abaixada

- comando de gesto = dois dedos apontando para o chão

REVERÊNCIA

 Caia ao chão, sobre o estomago, rosto ao chão perante seu Senhor. A escrava vira o rosto colocando as bochechas sobre os pés do Dono e beijando-os em um gesto de submissão e carinho.

- comando de voz = reverencia

- comando de gesto = um dedo apontando para o chão

POSIÇÕES DE BOUND

POSICIONAMENTO PARA AS ALGEMAS

Frente ou atrás, ombros para trás, mãos à frente, mas não as encostando, pronta para receber as algemas.

- comando de voz = algemas a frente (ou atrás)

- comando de gesto = dedo direito passando sobre o punho esquerdo


PRONE

De bruços, rosto para baixo e virado à esquerda, punhos às costas. Os tornozelos também devem estar cruzados prontos para serem amarrados. Esta posição é usada por diversas utilidades uma delas e punição. Mas lembre-se, uma vez amarrados os tornozelos a escava não poderá se levantar.

- comando de voz = prone

-comando de gesto = nenhum


POSIÇÃO DEANIMAIS

GUIA DA COLEIRA

 Escrava de joelhos, abaixa o pescoço para colocação da guia na coleira.O queixo está alto e a cabeça virada para esquerda, os pulsos estão para trás prontos para receberem seus braceletes.

- comando de voz = guia

- comando de gesto = pulso no pescoço


HEEL

 De pe e ao lado do Dono, dobrada no quadril, com as mãos para trás e a cabeça no quadril do Dono. Pode ser levada facilmente pelo cabelo ou pelo guia.

- comando de voz = heel

- comando de gesto = bata com a mão no lado que deseja que a escrava vá

POSIÇÕES PARA O CASTIGO

OTK

 A escrava cuidadosamente se coloca no colo do Dono, as mãos a frente para dar equilíbrio enquanto o Senhor usa a escova, mão, paddle ou outro objeto de correção.

- comando de voz = no colo

- comando de gesto = nenhum


CORPORAL

 Primeiro assuma a posição de espera, curva-se agarrando os tornozelos com as mãos, deixando a cabeça o mais próximo das pernas possíveis, oferecendo assim o bumbum para o chicote.

- comando de voz = assuma a posição

- comando de gesto = nenhum

NARIZ

Nesta posição usada como castigo à escrava fica na ponta dos pés ,de frente para uma parede segurando uma bola de ping-pong ou uma moeda no nariz. Um castigo pior vira se o objeto cair. Os braços estão presos as costas para evitar que a escrava junte o objeto se este cair. (eu recomendo sair do quarto faz o castigo mais enjoado).

- comando de voz = nariz

- comando de gesto = dedo no nariz


BARRIGA PARA BAIXO

 A escrava deita sobre o estomago. Os braços esticados a frente, necessário durante disciplina ou treinamento. Boa posição para usa-la como descanso dos pés.

- comando de voz = estomago

- comando de gesto = nenhum

POSIÇÕES SEXUAIS

LÍNGUA

Esta posição faz com que a serva fique da melhor maneira possível para servir o dono com a língua, isto é para contato oral e o conforto da escrava não esta em questão.

- comando de voz = língua

- comando de gesto = nenhum


VAGABUNDA

Deitada de joelhos para cima e abrindo as lábias vaginais.

- comando de voz = slut

- comando de gesto = nenhum

QUADRÚPEDE

 Caia de joelhos e mãos, rosto para o chão, oferecendo o bumbum. Esta posição é usada para que a escrava faca ou pegue objetos sem o uso das mãos, ou como punição.

- comando de voz = quad

- comando de gesto = nenhum


CAMINHANDO

CAMINHAR DA ESCRAVA

Um pouco curvada mãos nos joelhos e andando na ponta dos pés.

- comando de voz = caminhar de escrava

- comando de gesto = nenhum

CAMINHAR DA CADELA

Andando de quatro.

     - comando de voz = cadela

     - comando de gesto = nenhum

 

CERIMÔNIA DE ENCOLEIRAMENTO

Poucas coisas em nosso estilo de vida são mais significantes que o uso da coleira pela submissa.

É um símbolo que marca a propriedade do Dominador sobre a submissa, tal qual a aliança no relacionamento baunilha.

A cerimônia de encoleiramento é uma cerimônia formal com a presença de amigos muitos íntimos do casal.

A PROCISSÃO

A submissa é acompanhada pelo seu Mentor ou Mentora que será responsável por falar sobre seu comportamento, seu caráter e seu comprometimento com o estilo de vida D/S.

Será também acompanhada por uma ou duas outras submissas que irão acessorá-la e acompanhá-la inclusive no preparo do seu visual.

O Dominador é acompanhado por um ou dois grandes amigos.Um deles levará a coleira para o Dominador.

VESTIMENTA E APARÊNCIA

A submissa deverá se vestir simplesmente, com um tipo de túnica. Suas vestes não deverão ser atraentes mostrando o seu papel de submissão.

Não deve ter nenhum detalhe em seu decote expondo totalmente o pescoço.

Poderá usar adereços nos pulsos, tornozelos e corpo e no pescoço só poderá ostentar a coleira de treinamento, se tiver.

Se tiver cabelos longos deverá prendê-los.

Pequenas flores poderão adornar seus cabelos.

O Dominador deverá se vestir com trajes formais.

As roupas fetichistas também são aceitáveis quando este for o costume dos dois.

Ambos deverão estar conscientes da seriedade da cerimônia.

COMPLEMENTOS

A submissa deverá levar uma flor que será colocada na lapela do traje do Dominador.

O Dominador levará um chicote como símbolo dominante.

Ambos deverão levar cada um a sua parte do contrato mostrando suas obrigações e responsabilidades. Estes contratos serão entregues a um dos assistentes.

A CERIMÔNIA

Uma vêz que todos estiverem sentados, um toque de sino marcará o início da cerimônia.

Neste momento a submissa com suas acompanhantes se moverão para o centro da sala e seu/sua Mentor/a a conduzirá.

Se a submissa estiver sob Sua proteção Ele/a a libertará  e o contrato de dissolução desta relação será lido.

Se a submissa já for livre, após um segundo toque do sino, a submissa se afastará para o lado esquerdo da sala e seus acompanhantes irão para o lado direito.

 Seu Mentor/a falará sobre suas qualidades aos presentes.

Terminada a palavra, a submissa se aproximará do Dominador com uma guia nas mãos e lhe dirá palavras que traduzam o seu desejo em ser Sua propriedade.

O Dominador aceita a guia e retribui com palavras gentis.

Exemplo:

Submissa: Eu ofereço este instrumento para o Senhor guiar-me e dominar-me ao longo de minha jornada nesta vida.É meu desejo pertencer ao Senhor e acompanhá-lo onde o Senhor quiser me conduzir.

Dominador: Eu aceito este instrumento como símbolo de sua oferta e prometo guiá-la com cuidado e dominá-la seguramente em todos os seus passos.Você me pertence a partir deste dia e Eu usarei todo o meu poder para protegê-la.

O Dominador ordena que a submissa ajoelhe e,com a coleira nas mãos pergunta se ela usará e honrará a coleira como símbolo de Sua propriedade por toda a vida.

A submissa, ajoelhada, olhando o chão, faz seu juramento.

O Dominador coloca a coleira na submissa e diz com toda segurança:

“_Agora você me pertence”

A submissa responderá:

“_Eu agora pertenço ao Mestre...”

Os dois recebem os contratos, assinam, datam e lêem em voz alta.

Exemplo:

“Eu aceito seu desejo de servir-me e honrarei seus sentimentos e necessidades. Você me pertence de corpo e alma. Sua felicidade, saúde e bem-estar estão sob meus cuidados e eu cumprirei tudo porque você é parte de mime do meu destino”.

“Eu aceito as condições de serví-Lo e vou honrá-Lo e amá-Lo. Minha servidão será o melhor que eu tiver que dar de mim. Eu abrirei meu coração, mente e corpo para o Senhor. Eu sou agora parte do Senhor evou respeitar o Seu Domínio sobre mim.”

O Dominador une a guia à coleira.

A submissa beija seus pés simbolizando respeito e submissão.

O Dominador ordena que se levante.

Novo toque de sino anuncia a união formal.

O casal troca abraços e mostra sinais de afeição.


É comum a troca de presentes nesta hora.

O Dominador geralmente oferece uma jóia que deverá ser usada em ocasiões onde a coleira não for apropriada.

A submissa oferece algum presente simbólico.

Uma festa encerrará a cerimônia.


 

 CERIMÔNIA DAS ROSAS

Um casal que decide se manter juntos por toda a vida e além dela, opta por este ritual como uma declaração simbólica de seu compromisso.

É usada para se atar um relacionamento que passou por momentos difíceis ou sobreviveu a algum teste.

Existem muitas variações e os casais dão toques especiais em suas cerimônias para serem únicas.

A cerimônia nunca é pública.Normalmente somente o casal e um ou dois de seus melhores amigos participam.

A submissa carrega uma rosa branca, não muito aberta.

O Dominador carrega uma rosa vermelha quase totalmente aberta

Ambas as rosas devem ter espinhos em seus caules e terem sido colidas á pouco tempo. Para fazer outras duas partes deste ritual, é necessárias uma corrente fina de uns 2 metros, e algumas velas.

O casal fica um de frente para o outro. A submissa usa um vestido simples, e segura sua rosa branca.

 Seu Dominador, segurando sua rosa vermelha retira sua coleira. Ele passa a coleira rapidamente pelas chamas da vela e a recoloca em seu pescoço. Enquanto a prende faz uma declaração que a protegerá e a guiará por toda a eternidade.

Com o espinho de sua rosa vermelha ele pica o dedo do meio dela e deixa duas gotas de sangue cair sobre sua rosa branca. Ela então oferece  o espinho de sua rosa e ele fura seu próprio dedo e deixa duas gotas de seu sangue cair sobre a rosa branca. Uma em outra pétala e outra em cima da que contem o sangue dela. Os dois unem então os dedos e fazem sua promessa de união pelo sangue.

Suas testemunhas ou amigos pegam a corrente e passam rapidamente pelas chamas da vela e envolvem os dois. Novamente reafirmam estarem unindo suas almas pela eternidade. As rosas são colocadas juntas deixando que o sangue da dela beije a rosa dele, e então são trocadas. A corrente é removida e enrolada em uma manta e devolvida ao casal no final da cerimônia. As rosas irão para um único vaso e mais tarde ao quarto do casal onde poderão contemplar sua união durante aquela noite.

Pela manhã dividem seus sonhos e expectativas enquanto arrancam as pétalas e acondicionam juntas em uma caixa. Estas pétalas são mantidas pelo resto de suas vidas e, muitas vezes enterradas com eles. A corrente é passada na família como símbolo de um grande amor, ou dada a algum grande amigo que também a usará nesta cerimônia.


 A revelação do simbolismo

O significado das rosas:

A rosa branca ainda não aberta, simboliza a submissão. A cor branca representa a pureza de seu presente, e o fato de ainda não ter aberto, que a submissão ainda não atingiu seu complemento. E nunca vai. A submissão pode ir sempre mais fundo, sempre crescendo e a submissa nunca vai chegar em um ponto que não pode dar mais um pouco a seu Dominador.

A rosa vermelha, quase totalmente aberta, significa a Dominação. O vermelho significa a paixão e desejo dele de protege-la e possui-la a qualquer preço, mesmo que para isso ele tenha que derramar o seu sangue.A rosa esta aberta simbolizando o fato dele estar maduro e pronto para assumir suas responsabilidades.


O significado de passar a coleira nas chamas:

Á séculos atrás as coleiras eram feitas de aço e iam do fogo para a água fria para limparem as impurezas. E esta ação simboliza que todas as influencias do mundo externo serão queimadas no ato dele querer proteger e defender sua submissa.

O significado do sangue:

Picar o dedo da submissa representa o simbolismo de tirar sua virgindade. Ela sangrou para se entregar totalmente e Ele. E ao picar seu próprio dele Ele esta mostrando sua vontade em protege-la e defende-la. As gotas sendo unidas na rosa representam a união dos dois.

Pressionando os dedos juntos mostram que seus laços são mais fortes que os de família. Agora são da mesma carne do mesmo sangue.

Trocar as rosas simboliza a entrega de um ao outro.


O significado da corrente:

Representa um monte de elos que juntos trouxeram a união de suas vidas. Ao passar pelo fogo há a purificação dos eventos de seus passados. Todas as coisas ruins são queimadas no perdão e somente as boas permanecem. Ao serem envoltos pela corrente estão unindo suas

almas em uma. Esta corrente nunca mais será usada para nada a não ser para este tipo de cerimônia.

O significado das pétalas:

A mistura das pétalas simboliza a mistura de suas vidas. Os casais geralmente as mantém em jarras decorativas, até estarem secas. No caso de morte algumas são colocadas juntas, simbolizando uma união que irá além da vida. Muitas lendas são contadas sobre rosas que nasceram em túmulos como uma evidencia de que seus amores ainda existiam.

 


Bibliografia:

http://www.desejosecretos.com.br/

http://www.artesbdsm.com/

http://www.sirganon.8m.com/

http://www.castlerealm.com/

http://www.gor.on.earth.com/

Colaborações de vários amigos do Grupos Artes BDSM